09/06/2023
" Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente...
Sexta-feira, 09 de junho
Riquezas
Leitura Bíblica:
Números 24.10-14
Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente; quem ama as riquezas jamais ficará satisfeito com os seus rendimentos (Ec 5.10).
Ao ler a história de Balaão isoladamente do restante da Bíblia, temos a nítida impressão de que ele fez tudo certo.
Foi contratado para amaldiçoar Israel, mas, em vez disso, abençoou o povo por três vezes, além de prever um futuro brilhante para ele. Mesmo diante da promessa de enorme recompensa financeira, não fez o que o rei de Moabe lhe pediu.
Contudo, quando colocamos em prática o princípio de interpretar um texto em seu contexto, percebemos que Balaão cometeu graves pecados.
O contexto imediato da leitura de hoje (Nm 22-24) mostra como Balaão não teve êxito no plano de amaldiçoar Israel.
Contudo, o contexto maior informa, na sequência (Nm 25), que homens de Israel, seduzidos por mulheres moabitas e midianitas, se envolveram em culto sensual e idólatra, provocando a ira de Deus.
Pouco mais adiante, ficamos sabendo que estas mulheres agiram por conselho de Balaão (Nm 31.16). Partindo para o contexto geral (a Bíblia toda), descobrimos que Balaão deu maus conselhos (Ap 2.14) e, ainda, que as tentativas de amaldiçoar não deram certo porque *Deus transformou as maldições em bênçãos* (Dt 23.5).
Sem conseguir realizar seu propósito original, Balaão sugeriu formas de levar o povo à desobediência gritante diante de Deus, o que traria desgraça para Israel. E fez isto por amor à recompensa financeira que receberia (2Pe 2.15).
Sim, o pecado fundamental de Balaão, que o levou a outros, foi o amor às riquezas. Ele conhecia a Deus, como o texto mostra, mas, em vez de se submeter à vontade divina, deu um jeito de mesmo assim colocar o povo contra o Senhor, de olho nos bens que o rei de Moabe lhe prometera. Infelizmente, *o apelo das riquezas o levou a agir errado,* assim como tem feito com muitas pessoas em todas as épocas e lugares.
Para você, o que tem mais valor: *agradar a Deus ou acumular riquezas* ?
Antonio Renato Gusso, Curitiba/PR