05/01/2020
A HISTÓRIA DO 'HOT DOG'
Um Cachorro-Quente (também conhecido pelo anglicismo Hot Dog) é uma comida típica dos Estados Unidos em que se coloca salsicha dentro de um pão sovado.
Nos Estados Unidos, o preparo típico do cachorro-quente é colocando a salsicha com o molho agridoce, picles à base de pepino, mostarda e ketchup. Por lá também são muito utilizados o chucrute (repolho azedo) e o chili, espécie de massa de feijão com carne moída picante. No Brasil, a forma de se fazer o cachorro-quente depende da região do país.
No estado de São Paulo, o preparo do prato utiliza purê de batata, enquanto que, no Rio de Janeiro, usa-se ovo de codorna. Já em Minas Gerais e Goiás, é servido com milho verde e batata palha e na Paraíba, é feito com carne moída e/ou frango desfiado, com carne moída e verdura picada por cima da salsicha. Em Pernambuco, o recheio do pão de cachorro-quente é uma mistura a base de carne moída e salsicha, ou apenas uma delas. Em Santa Catarina, especialmente durante a realização da Oktoberfest, na cidade de Blumenau, além dos ingredientes tradicionais, acrescenta-se o chucrute (conserva de repolho fermentado típica da culinária germânica).
Em geral, acompanha-se o cachorro-quente com maionese, ketchup, mostarda, molhos à base de tomate (quente ou frio), pimentão e cebola ou ainda outros ingredientes como batata palha, salpicão, maionese caseira, maionese temperada, tomate, beterraba, pepino, picles, ervilha, milho, purê de batata, toucinho, requeijão, farofa, entre outros.
Existem três teorias sobre o surgimento desse peculiar sanduíche:
A mais conhecida é a de um açougueiro de Frankfurt, na Alemanha. Em 1852, ele resolveu batizar as salsichas que fabricava com o nome da raça de seu cachorro: Dachshund.
Um imigrante alemão, Charles Feltman, levou essa salsicha para os Estados Unidos em 1880. Lá, criou um sanduíche quente com pão, salsicha e molhos.
Em 1904, na cidade de Saint Louis, nos Estados Unidos, um vendedor de salsicha quente criou uma maneira de os seus fregueses não queimarem a mão. A quem comprasse suas salsichas, ele oferecia luva de algodão limpíssima. Só que os clientes se esqueciam de devolvê-las e ele acabava tendo prejuízo. Seu cunhado, que era padeiro, sugeriu que o salsicheiro pusesse as luvas de lado e começasse a usar pão.
No Brasil, por volta de 1926, o empresário Francisco Serrador, que idealizou a famosa Cinelândia no Centro da cidade do Rio de Janeiro, lança o cachorro-quente em seus cinemas. A novidade inspirou Lamartine Babo e Ary Barroso a criarem, em 1928, a marchinha de carnaval "Cachorro-Quente".
E a partir de 1945, depois da Segunda Guerra Mundial, quando o Brasil passou a sofrer grande influência da cultura americana, o cachorro-quente conquistou definitivamente espaço nesse país.
No Brasil, a RankBrasil homologou e certificou o recorde de maior cachorro-quente, em 2014, para uma lanchonete localizada na cidade de Quatro Barras que produziu o prato com 8,72 metros de comprimento e peso de 91,15 quilos. O maior cachorro-quente do mundo, no entanto, foi fabricado nos Estados Unidos pela empresa Juicy’s Outlaw Grill em 2014, ele tinha 57 quilos, dos quais 23 quilos só de salsicha; foi colocado à venda ao preço de mil dólares estadunidenses, este entrou na lista da publicação Guinness World Records.
//Foto: Barraca de Hot Dog em New York, em 1906//