05/05/2019
A causa é maior que uma pessoa.
Esse é o preço a se pagar!
A AgroArte foi criada para ter autonomia nas suas decisões, ter processo democrático de debates e decisões sobre seus projetos! Nada fácil, já sabíamos, mas o desafio de fazer um processo de formação e transformação social nos movia! Essa primeira fase foi de muito trabalho! Esse poderia escrever por horas a fio! Mas penso que só em saber a complexidade que é cada ser humano já dá pra ter uma idéia e se acrescido que a maioria esmagadora nunca havia se falado na vida e que o propósito era transformá-los em família, com base no cuidado, respeito, transparência e crescimento mútuo. Bom, dá pra se fazer uma idéia do trabalho a ser enfrentado.
"Meus amores" empregado por mim em cada embate era pra lembrar que o amor nos movia!
As dificuldades batia a todo tempo na porta! Por que queríamos oferecer o melhor e demos o nosso melhor. A diretoria tinha essa responsabilidade de manter o grupo unido, de trazer a reflexão das ações de enche-las de significados! Mas não podemos esquecer que somos todos produtos do meio. Esse meio é áspero, espinhoso, nos educa ao individualismo, a auto defesa, a arrogância e em um país miserável para com seus trabalhadores "farinha pouca meu pirão primeiro" O extinto distorcido de sobrevivência.
Contudo prosperamos, fazíamos reuniões semanais lindíssimas com a participação de até 150 famílias! A grande maioria dispostos a crescer juntos!
Por isso nada de pagar bancas! A padronização mínima, para proteção e embelezamento, como atrativo aos clientes! Tudo decidido em reuniões, pois nunca perdemos de vista o processo de formação, emponderamrnto, capacitação e elevação da auto estima.
Para comemorar o sucesso do nosso projeto de feira fizemos um lindo dia das crianças! Demos um dia de muita diversão, alimentações , beleza, e ainda presentes para as crianças de um bairro próximo da feira!
300 cadastros! Isso incomodava muita gente! Os boatos de que a feira seria despejada eram constantes, eu sempre os filtrei em respeito aos expositores, que mereciam tranquilidade para trabalhar! Por isso corria a semana toda, reuniões Uma atrás da outra busca por mais dia de feira , de parcerias, de aliados políticos que na maioria queriam participar do projeto de feira para nos deixar inertes. Apenas coexistir, para o interesse político eleitoreito. Nada de reuniões, nada de transformação social, nada de empregar "novos " valores ou melhor, resgatar antigos valores.Como a essência não se negocia ! Os possíveis aliados, batem nas costas , falam "podem contar comigo" mas nada fazem!
As ameaças de fechar as feiras crescem, o atual governo tem vergonha do aspecto físico das feiras sobretudo a de sábado. Diz que é uma grande favela! Tudo que me chega é que querem acabar com as feiras! E, quem sabe, próximo à eleição recriá-las, assim é claro, votos garantidos !
Eu nada podia fazer com boatos! Tendo gente dentro da diretoria da AgroArte se aproveitando da fragilidade e levando todas as nossas conversas para o governo. O jeito era tentar fazer cada dia melhor!
O dia temido chegou, da pior forma como todos já sabem! Mostrando o total desprezo aos expositores, sem nem comunicar. Com todas as coisa que já expomos no período de mobilização .
Mas conseguimos! A volta da feira de sábado desceu amarga na guela dos chefões do poder do nosso Distrito! Foi com as mobilizações, o apoio de toda sociedade para as feiras voltarem o tanto que fizemos isso circular nas mídias a partir da nossa marcha e ainda a ida à prefeitura que culminou no apoio dos vereadores à nossa causa. E, enfim, veio o retorno da feira de sábado!
Mas a AgroArte, propulsora do movimento, não sairia ilesa por ter tido a coragem de se levantar contra as mazelas da prefeitura contra as feiras e ainda tivemos a audácia de mostrar que com tanta coisa errada na saúde, na educação, na iluminação, na infraestrutura e em todos os setores que deveriam funcionar, eles não fazem nada, e ainda querem acabar com o que está dando certo! Reafirmo acabar, porque aquela mudança incabível não tinha outro propósito!
Bom, lembra que falei que tínhamos fragilidade, uma delas era o CNPJ, que quando decidimos fazer a feira, a AgroArte não tinha. E não vimos problemas em aceitar de uma associação de uma pessoa que também era diretor da AgroArte! Inclusive com discurso de que era apenas o papel, que reconhecia a importância da AgroArte, tanto que aceitou ser diretor. Cabe ainda falar que essa associação tem mais razões que a própria AgroArte para se levantar contra o governo, que os trabalhadores rurais que essa associação representa vem sofrendo horrores, inclusive com a retirada do programa da merenda escolar que a associação administrava!
Mas, estranhamente, não se levanta para defender os seus sócios, ao contrário , faz alianças espúrias com seus algozes.
Aproveitou, como rato de esgoto, esse momento em que arbitrariamente o governo não retornou com a feira de domingo para a avenida Independência, como fizemos acontecer na de sábado para dar um golpe sujo.
Assim sabendo que o retorno é certo da feira de domingo, já inclusive manifestado na Câmara Municipal, como incoerência do governo e por toda a sociedade dos distritos, bom resolvem com esse facínora da associação, fazerem um cadastro, a Secretaria de Agricultura através de seu capacho e comprovadamente o cobrador ilegal de taxas de solo e outras na feira de sábado no governo anterior. O senhor pau mandado Abraão a fazer ontem dia 4 de maio na feira de sábado um cadastro para a feira de domingo, avisando que a feira retornará para a Avenida Independência, desde que seja sobre a administração da associação do capitão do Mato Hamillon.
Assim se dá o golpe!Uma baixaria!
Eu não esperava que fosse fácil. Nunca foi e nunca será. Mas deveria ter um pouco de honra, de princípios, vindo de "homens " que deveriam representar o melhor de nossa sociedade.
Esse foi o preço que a AgroArte pagou por não se sujeitar a tanta podridão, a ter coragem e por ser liderada por uma mulher.
Mas voltamos para Avenida independente de onde nunca deveríamos nem ter saído. Temos duas feiras, que são maravilhosas! Com coisas a reparar, mas nada que justifique a extinção, só competência e vontade de trabalhar as farão plenas!
Elas foram criadas por mim! Por uma comissão de expositores, pela AgroArte e não ficaram jogadas na orla, como ficariam, porque tive a coragem de enfrentar os poderosos, indo para as ruas com um grupo reduzidíssimo de pessoas onde a maioria esmagadora eram da AgroArte.
Então, ter sofrido o golpe de mesquinhos é um preço que pago com com dor, mas ao mesmo tempo com prazer, por ter a consciência tranquila de ter feito o melhor, de ter lutado por uma causa justa e nobre, por ter até infartado em meio à luta, mas sem esmorecer, porque o que estava em jogo era o pão na mesa dos expositores, homens e mulheres honestos, guerreiros que só querem o direito de trabalhar! E assim se faz a sobrevivência de centenas de famílias!
A luta não foi e nunca será em vão!
, nós conseguimos!
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