21/02/2026
E lá se vão quase 9 anos desde que o Marcelo Barbosa criou este projeto — sim, ele foi o idealizador da G2G. Não tínhamos nome ainda; não sabíamos no que se tornaria aquela ideia inovadora de montar uma growler station num bairro do Rio de Janeiro. A ideia não era exatamente nova no Rio, mas, junto com o "Artesanato da Cerveja", fomos os pioneiros na venda de growlers de vidro de 1 e 2 litros na cidade.
Era uma ideia que propunha sustentabilidade no reuso de garrafas de vidro retornáveis para levar cerveja artesanal fresca a todos. Não tínhamos a ambição de ser populares, mas sim de ser a opção do bairro para os apreciadores de uma boa cerveja artesanal. Não tínhamos comidas ou petiscos para oferecer e, mesmo assim, fomos muito bem recebidos pelo Recreio.
No começo, algumas pessoas passavam em frente e perguntavam: "O que vai ser aqui?". Essa era a nossa deixa para explicar tudo o que conhecíamos sobre uma growler station e sobre as 21 torneiras que ali estavam, prontas para jorrar cerveja fresquinha. Muitos questionavam: "Para que 21 torneiras se todas são iguais?". Nossa deixa novamente: todos ficavam espantados ao saber que de cada uma daquelas torneiras podia sair uma cerveja diferente. Mergulhávamos no mundo artesanal, dizíamos que nem só de Pilsen vive o ser humano e que, num universo muito além da imaginação, havia mais de 100, 200 ou até mais estilos de cerveja. Posso afirmar que, durante esses quase 10 anos, muitos beberam pela primeira vez uma IPA ou uma Stout servida de nossas torneiras.
O tempo passou desde aquele 26 de abril de 2017, quando, sem mesas, abrimos em soft opening e começamos nossa jornada. Marcelo sempre à frente de tudo, com o maior carinho e dedicação, atendendo a todos e explicando cada detalhe. Ele já tinha experiência prévia com o Empório do Barbosa, então foi moleza (hehehe). Ele certamente não concorda com isso, mas quem via de fora enxergava nele a desenvoltura de um Mestre Cervejeiro.
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