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12/06/2026
12/06/2026

🇧🇷🍺 JOGO DO BRASIL É NO BRACA!

Durante as partidas da Seleção, o chopp Brahma é em dobro.

⚽ Chopp trincando
🍻 Resenha garantida
📍 Santana e Itaim

Chame a turma e venha torcer com a gente.

*Promoção válida somente durante os jogos do Brasil.

Em 1992, meu pai me levou ao Sesc na gravação do programa Bem Brasil. Antes, fomos ao bar do Luiz Nozoie comer rã. Eu er...
09/06/2026

Em 1992, meu pai me levou ao Sesc na gravação do programa Bem Brasil. Antes, fomos ao bar do Luiz Nozoie comer rã. Eu era um menino quando Zeca Pagodinho cantou Falange do Erê. A música acabou. Eu não. Até hoje continuo lá.

Durante o show, eu, um moleque apaixonado por percussão, viajava. Esguleba metia a mão no tantã com uma cadência que parecia respirar junto da música. Macalé desenhava no pandeiro um contratempo que até hoje ecoa na minha memória. Sem perceber, naquela tarde fui batizado no samba.

Em determinado momento, o apresentador presenteou Zeca com uma garrafa de Buchanan's 12 anos. Zeca olhou para a garrafa como quem encontra um velho amigo perdido e pediu para abrir ali mesmo. E abriu. A garrafa foi desaparecendo entre um samba e outro.

Vieram os palavrões, as gargalhadas, as histórias sem filtro e aquela humanidade imperfeita que transformava um show em mesa de botequim do subúrbio.

Talvez seja por isso que Falange do Erê nunca saiu da minha cabeça. Não era apenas uma música sobre Cosme e Damião, sobre Erês ou sobre fé. Era um retrato de um Brasil que ainda sabia rir de si mesmo.

Hoje tudo parece mais correto, mais polido, mais calculado. Mas tenho a impressão de que, naquela tarde, entre o tantã de Esguleba, o violão de Paulão, o pandeiro de Macalé e uma garrafa de Buchanan's sendo esvaziada sem cerimônia, havia algo que está cada vez mais raro: gente de verdade.

E talvez a saudade seja exatamente isso: a memória insistindo em nos lembrar que algumas imperfeições eram a melhor parte do espetáculo.

Por falar nisso, toda sexta-feira fazemos a Resenha do Favela, no Braca Bar Santana, a partir das 16h. Ali, sem pedir licença para a modernidade, atravessamos as décadas de 30, 40, 50, 60, 70 e 80 contando causos e cantando sambas, exagerando memórias que sobreviveram ao tempo porque nasceram da verdade.

É samba de mesa, de copo, de abraço, de gente que entende que a vida foi feita para ser vivida e depois transformada em história, de preferência com alguns exageros pelo caminho.

Apareçam. Nós cuidamos do samba. Kadu cuida do chope. O resto, como sempre, a boemia resolve.

De leve...

✒️

Algumas histórias começam com um olhar.Outras com uma mesa compartilhada.E agora queremos ouvir todas que começaram na n...
09/06/2026

Algumas histórias começam com um olhar.
Outras com uma mesa compartilhada.

E agora queremos ouvir todas que começaram na nossa birosca.
Conte nos comentários uma história de amor, amizade, encontro ou desencontro que tenha começado por aqui.
Vale história real.
Vale meia verdade.
Vale aquela versão dos fatos que f**a melhor depois do terceiro chopp.

A melhor histórias vai ganhar R$300 e um par de Bonés, Copo e uma garrafa de Espirito de Minas e irá aparecer na nossa campanha de Dia dos Namorados.
Porque no fim das contas, bar nunca foi apenas sobre Chopp e Birícuticos.
Sempre foi sobre encontros.



* O resultado será anunciado no dia 12/06 as 16h.

O Chopp não vive só de Amor ❤️Passa por 150 metros de serpentina, atravessa gelo, técnica e uma certa obsessão pelo deta...
05/06/2026

O Chopp não vive só de Amor ❤️

Passa por 150 metros de serpentina, atravessa gelo, técnica e uma certa obsessão pelo detalhe, dessas que beiram a teimosia.

Tudo para chegar à mesa como deve chegar: trincando. Perfeito. Sem atalhos.

Há quem diga que é exagero. Nós preferimos chamar de respeito.

Respeito ao ritual, ao primeiro gole, à espuma cremosa que desenha o começo da conversa e ao copo que raramente termina sozinho.

Talvez seja por isso que tenha sido eleito pela Ambev como o melhor chope de São Paulo 🏅

Ou talvez seja porque algumas coisas simplesmente não aceitam ser feitas de qualquer de qualquer maneira.

Precisam daquela maldade peculiar dos inquietos que vivem muito além de manuais.

Em Santana ou no Itaim, ele está ali, esperando.

Trincando para refrescar a alma. Perigoso o bastante para fazer o dia mudar de rumo.

Porque, convenhamos...
o prazer sempre viveu nos pequenos pecados ❤️🍺🙏🍺❤️

São Paulo já bocejava para a madrugada quando encontrei Mario Sérgio saindo do mítico Boi na Brasa, onde a noite não ter...
03/06/2026

São Paulo já bocejava para a madrugada quando encontrei Mario Sérgio saindo do mítico Boi na Brasa, onde a noite não terminava, apenas mudava de mesa.

Vinha vestido de branco dos pés à cabeça, com uma camisa florida que parecia carregar consigo o verão inteiro. Paulistano legítimo. Vai-Vai por religião. Daqueles sujeitos que não passam pela cidade; pertencem a ela.

Nunca tive vocação para fã. Sempre achei que a admiração deve ser discreta, como um bom uísque ou um amor antigo. Mas naquela noite não consegui me conter.

— Mario, me explica uma coisa. Como foi possível gravar o Lp É Aí Que Quebra a Rocha? Aquilo não é um disco. É um atentado à tranquilidade de qualquer sambista. São doze obras-primas enfileiradas. E ainda tem você e Arlindo juntos. Como parceiros, como amigos, como irmãos de samba. Você tem alguma música preferida ali?

Ele abriu um sorriso sereno, desses que só aparecem em quem viveu mais noites do que dias. Pensei que ele escolheria algum dos grandes sucessos. Alguma faixa cantada por ele. Talvez uma do Arlindo.
Mas não.

— A música que mais me arrepia não é cantada por mim, nem pelo Arlindo. E sim pelo Mestre Sereno. Escute a abertura de Tudo é Festa. Aquilo ali é o Fundo de Quintal em estado bruto. É a alma da roda sem maquiagem. Escute várias vezes, garoto.

E foi embora.

Era como encontrar um tigre caminhando solto pela Avenida São João.

A cidade continuou seu barulho habitual. Os táxis seguiram cortando a madrugada. Os bares permaneceram acesos. Mas aquela frase ficou.

Porque existem conselhos que a gente ouve.
E existem conselhos que a gente passa a morar dentro deles.

Desde então, toda vez que escuto a introdução de Tudo é Festa, volto àquela esquina do centro de São Paulo. Volto ao branco da roupa do Mario. Volto àquela madrugada.

E percebo que certos discos não envelhecem.
Eles apenas esperam que a nossa alma alcance a idade necessária para compreendê-los.

Mario Sérgio não era um sambista. Era uma espécie rara que o tempo extinguiu sem deixar reprodução.
O samba continua vivo. Mas certos homens eram o próprio fogo, e incêndios... não voltam.

✒️

O samba não pede licença. Nunca pediu.Chega manso no começo, batucando de leve na memória, mas quando a gente percebe já...
01/06/2026

O samba não pede licença. Nunca pediu.

Chega manso no começo, batucando de leve na memória, mas quando a gente percebe já tomou conta da mesa, do copo, da conversa e do coração.

A programação de Junho não foi feita para f**ar guardada em agenda ou esquecida no grupo da família. Foi feita para ser vivida. Sem economia. Sem desculpas.

Porque o samba tem dessas coisas: transforma qualquer sexta-feira comum numa história que merece ser contada — ou esquecida, dependendo da quantidade de chope envolvida.

Em Santana ou no Itaim, o couro estica, o pandeiro responde, as vozes se encontram e a vida ganha aquele balanço que nenhum compromisso das oito da manhã consegue explicar.

É um convite perigoso. Daqueles que fazem a gente acreditar que ainda existe tempo para encontrar os amigos, cantar mais alto e brindar ao que realmente importa.

Escolha sua data. Ou não escolha nenhuma e apareça em todas, porque
convenhamos... o samba sempre foi melhor argumento que qualquer desculpa ☘️🙏☘️

Domingo preguiçoso pede um comidão cheio de carinho para aquecer o coração e aconchegar a alma ❤️ 🙏❤️
31/05/2026

Domingo preguiçoso pede um comidão cheio de carinho para aquecer o coração e aconchegar a alma ❤️ 🙏❤️




“Camarão Que Dorme a Onda Leva” é um samba de Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Beto Sem Braço, gravado por Beth Carvalho e...
27/05/2026

“Camarão Que Dorme a Onda Leva” é um samba de Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Beto Sem Braço, gravado por Beth Carvalho em 1983, no disco “Suor no Rosto”.

E ali o destino de Zeca começou a beber uísque sem gelo com a eternidade.

O samba nasceu como nascem as grandes verdades brasileiras: sem reunião, sem estratégia, sem coach e sem relógio. Nasceu entre fita esquecida, gargalhada atravessada, copo americano suado na mesa e aquela malandragem carioca que transforma preguiça em filosofia de vida.

Zeca ouviu o refrão, completou a ideia e deu ao Brasil uma frase que vale mais que muito livro de autoajuda vendido em aeroporto. “Camarão que dorme a onda leva” não é música. É aviso prévio da existência.

E essa foto raríssima talvez explique melhor o samba do que qualquer entrevista. Homens à vontade, barrigões orgulhosamente à vista, correntes de ouro brilhando no peito como medalhas de sobrevivência, cervejas orbitando a mesa, torresmo estalando de gordura e muito axé derramado no ambiente.

Nenhum deles parecia preocupado em parecer genial. E talvez por isso tenham sido.

Porque samba de verdade não nasce em laboratório cultural. Nasce quando a madrugada já perdeu a vergonha, quando alguém bate na mesa fora do tempo, quando o papo furado vira confissão existencial e quando a tristeza resolve sambar antes de ir embora.

“Ô Arlindo… esse refrão aí tá com cara de golpe…”

“Golpe nada, Zeca… isso aí é ensinamento de botequim. Quem vacila, dança.”

“Então pede outra cerveja antes que a vida resolva fechar a conta…”

No fim, o Brasil mais sofisticado nunca esteve nos salões franceses da elite. Sempre esteve numa mesa de bar suburbana, cheirando a cerveja, fumaça e humanidade, onde gênios sem diploma transformavam ressaca em poesia eterna.

De leve! 🍻

✒️

Almir Guineto e Arlindo Cruz pertenciam a um Brasil que acabou sem aviso prévio. Um Brasil onde o sujeito podia não ter ...
19/05/2026

Almir Guineto e Arlindo Cruz pertenciam a um Brasil que acabou sem aviso prévio. Um Brasil onde o sujeito podia não ter um real no bolso, mas tinha um samba na garganta, um chope gelado na mesa e uma teoria genial sobre a vida às três da manhã. Hoje as pessoas fazem networking. Eles faziam mesa de bar. É muito mais sofisticado.

Numa madrugada qualquer no morro do Salgueiro, Almir apareceu de chapéu torto, dois botões da camisa abertos e aquela dignidade cambaleante dos grandes boêmios. Sentou, bateu na mesa e perguntou:

“Arlindo… tu acha que mulher gosta de homem sincero?”

Arlindo nem pensou:
“Gostar gosta. Mas prefere o cafajeste com sorriso bonito e contracheque gordo.”

Veio a primeira gargalhada. A segunda garrafa também.

Almir apontou pro sujeito bêbado dormindo no balcão e filosofou:
“Tá vendo aquele ali? Perdeu mulher, dinheiro e emprego na mesma semana.”

Arlindo corrigiu:
“Então tá vivendo intensamente. O fracasso também precisa de comprometimento.”

Uma morena passou rebolando no meio da viela. Os dois acompanharam em silêncio respeitoso, como quem observa uma obra de arte renascentista atravessando o caos.

Almir suspirou:
“O problema da beleza é que ela desequilibra até homem experiente.”

Arlindo levantou o copo:
“E o problema da cachaça é fazer o sujeito achar que tem chance.”

Os dois riram daquele jeito de quem já tinha sido expulso de bar, apaixonado errado e feliz sem motivo algum. E numa dessas pobrezas gloriosas, entre um fiado impossível e uma piada indecente, nasceu o samba Não Fique Assim.

O Brasil já foi tão sofisticado que até seus bêbados produziam eternidade.

Saúde! 🍻

✒️

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