09/04/2016
(MOMENTO CULTURAL FDP)
NINKASI, a deusa da cerveja!
Os Sumérios que viveram de 5000 a.C. a 2000 a.C onde hoje é o Iraque e são considerados a civilização mais antiga da humanidade deixaram, Dentre o seu legado, alguns inventos de suma importância como a roda, a escrita cuneiforme, a astronomia heliocêntrica, a domesticação de animais e, é claro, a Cerveja!!!
Na visão mitológica dos Sumérios, Enki era o Deus das águas Doces. A água tinha um significado relacionado com a sabedoria e por este motivo ele era também chamado de Deus do Conhecimento. Tinha por mulher a sua irmã Ninti (ou Ninhursag), a Deusa dos Relevos e a Deusa-Mãe do Pantheon sumério. Ninkasi, a Deusa da Cerveja, foi uma das oito crianças criadas para curar uma das oito feridas que Enki recebeu. Ela nasceu da “água fresca cintilante” e foi feita para “saciar o desejo” e “satisfazer o coração”.
Em 1989 a Cervejaria Anchor produziu uma edição limitada da Cerveja Ninkasi, feita de acordo com essa receita a partir do bappir (termo sumério para descrever um pão feito com cevada maltada e farinha de cevada), água, malte, mel e tâmaras. A receita não contém lúpulo ou outro ingrediente amargo, o que dá um sabor consideravelmente mais doce do que o das cervejas modernas.
As correspondências da mitologia suméria com o que conhecemos não param por aí. Segundo ela, Enki, em conjunto com Ninti, participou no momento da criação do homem usando o seu próprio sangue na concepção. Ainda segundo a mitologia suméria, subentende-se que foi Enki quem sussurrou ao ouvido de Utnapishtim (o biblico Noé) como escapar do dilúvio. Além disso, um dos simbolos da casa de Enki era a serpente e, por este motivo, existe quem defenda que este Deus seria também a serpente do éden que levou Eva a comer do “fruto proibido”.