18/07/2025
Dia 17 de julho de 2025
Desde a entrada da chef Vivi como headchef do Hotel Emiliano São Paulo , ela vem revendo, aprendendo, refletindo, lendo muito sobre os significados e as funções da hospitalidade no serviço do restaurante. Mas, honestamente, a hospitalidade é uma das preciosas habilidades da chef expressa na lealdade e na longevidade da relação que construiu com os seus clientes.
Uma de suas leituras recentes é o livro “Setting the Table. The Transforming Power of Hospitality in Business”, de Danny Meyer, restauranteur, co-empreendedor do Eleven Madison Park, morador de Nova York, e um conhecedor dos assuntos essenciais de um restaurante, café ou bar. Já que na lista dos seus empreendimentos também estão: Union Square Café, Tabla, Blue Smoke, The Modern, Café 2, e por aí vai.
Logo na introdução, Danny Meyer revela o que o faz levantar da cama com energia, entusiasmo e desejo de mais um dia de trabalho: é a sua profunda convicção e intenção de prover, e de receber, hospitalidade:
“[...] Poucos momentos após nascer, a maioria dos bebês já está recebendo os quatro primeiros presentes da vida: contato visual, um sorriso, um abraço e um pouco de comida. Recebemos muitos outros presentes ao longo da vida, mas poucos podem superar esses quatro primeiros. Essa primeira vez talvez seja a mais pura ‘transação de hospitalidade’ que teremos, e não é surpresa que ansiemos por esses presentes pelo resto da vida. Eu sei que eu anseio.”
“Minha valorização do poder da hospitalidade e meu desejo de canalizá-la têm sido os maiores responsáveis por qualquer sucesso que meus restaurantes e negócios tenham alcançado. Aprendi o quanto é fundamental colocar a hospitalidade em ação, primeiro para as pessoas que trabalham comigo e, em seguida, para todas as outras pessoas e partes interessadas que são de alguma forma impactadas pelo nosso negócio — em ordem decrescente: nossos clientes, a comunidade, os fornecedores e os investidores. Chamo essa forma de estabelecer prioridades de “hospitalidade iluminada”.